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OUVISTES

Falando de Arte com Alma

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22.Jun.17

Transformers: The Last Knight - Uma Cacofonia Visual

Em primeiro lugar, bem-vindos ao blog Ouvistes, onde irei falar de cultura para amantes das artes.

Em segundo lugar, quero desculpar-me por começar o meu blog com uma crítica negativa. Prometo que para a próxima falarei sobre algo mais aprazível. Continuando…

Imaginem um bolo, vistoso e apetitoso ao olhar, daqueles que se encontram a brilhar nas montras das pastelarias e que somos obrigados a olhar para eles até os perdermos de vista. Agora imaginem que provam um desses bolos. Vão todos lançados e entusiasmados a dar a primeira trinca e o bolo, afinal, é horrível, seco, sem sabor, totalmente vazio, sem conteúdo saboroso que nos leva a arregalar os olhos.

Pois bem, penso que esta seja a melhor analogia que consigo arranjar para descrever o filme “Transformes: The Last Knight”.

Não que eu levasse muitas expectativas ao entrar na sala de cinema – digamos que os outros filmes da saga não me têm agradado em nada. Contudo, mesmo com baixas expectativas, o filme conseguiu desiludir-me.

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Michael Bay volta a fazer das suas, ao realizar de forma eufórica 2 horas e meia de explosões e acção que poderiam entreter, mas que falham redondamente a sua missão. Seja pelas personagens pouco desenvolvidas e quase a roçar o irritante, seja a edição atabalhoada, seja o argumento pobremente escrito (como se cada momento do filme tivesse sido inventado na altura em que o estavam a gravar) ou piadas que não conseguem arrancar gargalhadas dos espectadores – este filme não cumpre nenhuns dos seus objectivos, que seriam o de mostrar boa acção e entreter o público.

No que toca a pontos positivos, o filme, coo todos os anteriores, tem óptimos efeitos especiais, é visualmente bonito. E o Anthony Hopkins está, como sempre, óptimo neste filme – algo óbvio, que todas as pessoas já estariam à espera. Mas isto não faz um filme ser apelativo para se ver, não é watchable. Pelo facto de ser tão eufórico e tentar entreter a audiência a cada segundo, até se torna um filme entediante.

Até mesmo para as pessoas que gostam deste tipo de filmes ficarão aborrecidas, porque o argumento não é algo tão linear ou bem explicado que se consiga seguir com atenção. Para além disso, é demasiado longo e repetitivo, sem qualquer aprofundamento emocional nas personagens. E, se o espectador não sente uma conexão com as personagens, então a acção que vê diante dos seus olhos não o irá afectar minimamente.

Se o tivesse visto em casa, acho que nem iria ultrapassar os 20 minutos do filme. Ou, se ultrapassasse, era num misto de choque e curiosidade em saber até que ponto o filme iria com a sua estupidez.

Obviamente que o final do filme avisa-nos descaradamente que haverá um próximo filme. E, sinceramente, estou tão entusiasmado para NÃO o ver, que nem imaginam.